Pujança do canto lírico

A ária Libiamo ne' lieti calici (Brindisi) é uma das preferidas dos apreciadores do canto lírico (Foto: Vitória Proença/Divulgação)
# A recente apresentação da ópera La Travita, de Giuseppe Verdi e Francesco Maria Piave, relembra o êxito da Companhia de Ópera do RS- CORS que encenou Turandot, em março de 2025, inaugurando com brilho o Teatro Simões Lopes Neto. Foi o inicio do projeto Ópera e Formação em parceria com a Secretaria de Estado da Cultura do RS.

A soprano carioca Ludmilla Bauerfeldt brilhou como Violetta (Foto: Vitória Proença/Divulgação)
# Flávio Leite, comemorando seus 25 anos de carreira- iniciada com La Traviata, em 2001, foi o responsável pela concepção e direção cênica do belo espetáculo. Marcelo de Jesus, de atuação no setor artístico da São Paulo, esteve à frente da Orquestra Theatro São Pedro. As sopranos Ludmilla Bauerfeldt, do Rio de Janeiro, e Elisa Machado, talento gaúcho, alternaran-se como a cortesã Violetta Valéry e brilharam juntamente com os tenores Giovanni Tristacci e Felipe Bertol interpretando Alfredo Germont e os barítonos Lício Bruno e Roger Bueno dando vida à Giorgio Germont. Igualmente festejados a Orquestra Theatro São Pedro, Coro Lírico da CORS com 30 integrantes e os bailarinos da Plural Cia de Dança.

Bailarinos da Plural Cia de Dança tiveram uma marcante participação no espetáculo (Foto: Vitória Proença/Divulgação)

O regente Marcelo de Jesus e Flávio Leite, diretor da CORS (Foto: Vitória Proença/Divulgação)
# Inspirada no clássico da literatura francesa, “A Dama das Camélias”, obra de Alexandre Dumas Filho, conta com Arias consagradas como “Libiamo ne’ lieti calici”, o famoso Brindisi, “Sempre libera” e “Addio del passato” melodias com uma intensidade emocional e profunda relação com texto que consagrou Verdi como um dos maiores nomes do universo operístico.

Giovanni Tristacci (Alfredo) e Ludmilla Bauerfeldt (Violetta): trágica história de amor (Foto: Vitória Proença/Divulgação)
# Os aplausos se repetiram durante os espetácuios. Todas as noites os cantores e músicos foram chamados várias vezes ao palco para receber o merecido tributo da platéia.

Um dos momentos dramáticos da encenação, quando Violetta se despede de seu amado (Foto: Vitória Proença/Divulgação)
# Uma menção especial ao cenário criado para os diversos atos mantendo a ambientação ao gosto do período art déco, escolha de Flávio Leite. Um dos complementos, na morada de Violetta e Alfredo, foi um tapete das décadas de 1920-1930, de concepção floral estilizada confeccionado pelo lendário Atelier Primavera, de Paris. Este tapete completava a decoração do apartamento da jornalista Gilda Marinho no tradicional prédio do Clube do Comércio.

O elenco recebeu aplausos entusiásticos em todas as apresentações (Foto: Vitória Proença/Divulgação)
# Flávio Leite aproveita os feriados para estudar dois projetos que realiza em breve: a montagem de uma ópera no Theatro da Paz, em Belém do Pará, e a participação noutro espetáculo lírico em São Paulo.

Daniel Germano, de múltiplos talentos musicais, também integra a diretoria da Companhia de Ópera do RS (Foto: Paulo Gasparotto/Especial)
